Vício em pornografia: É doença? Como tratar esse problema?

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Depois da popularização dos meios de comunicação digital como a internet, o acesso a pornografia se tornou muito mais fácil. Hoje essa indústria é gigantesca e movimenta bilhões de dólares por ano, porém é preciso ficar atento, os casos de vício em pornografia tem aumentado a cada dia.

Se você está preocupado com a quantidade de conteúdo erótico que acessa, e de certa forma esse hábito já esteja atrapalhando aspectos rotineiros da sua vida, esse artigo vai lhe ajudar a entender melhor esse vício, orientando como lidar com ele.

O que é? É uma doença?

O vício em pornografia é caracterizado pela incapacidade de parar de acessar conteúdo pornográfico. Ele age no cérebro da mesma maneira que outros vícios, como o de drogas, por exemplo. O cérebro recebe um estimulo externo que proporciona uma sensação intensa de prazer, liberando hormônios como a endorfina, serotonina e dopamina.

A liberação desses hormônios vai sendo associada pelo cérebro ao ato de estar em contato com material pornográfico, pouco a pouco estabelecendo o vício. Apesar de a internet ser o meio mais comum, o acesso a esse material pode vir por diversos outros meios e formas.

Antigamente esse distúrbio era mais raro, isso devido a uma maior dificuldade de acesso a esse conteúdo, que era feito por meio de revistas, filmes e fotos. Hoje, com a internet, o acesso a pornografia, em todos os níveis, é feito de maneira muito fácil e anônima.

Juntamente com a internet, meios como o smartphone e tablets possibilitaram o acesso a conteúdo sexual a qualquer hora do dia, o que facilita o estimulo a uma possível pré-disposição de se viciar em pornografia.

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Como saber se está viciado?

Os sintomas e sinais de que a pessoa esta sofrendo com compulsão por pornografia são similares aos experimentados em outros casos de vícios e vão variar de pessoa para pessoa, do tempo que ela passa vendo pornografia e da intensidade da dependência.

Contudo alguns sintomas comuns são relatados pela maioria das pessoas que sofrem desse problema. Confira abaixo uma lista dos principais deles, para ficar atento e não deixar o vício em pornografia se tornar uma doença na sua vida:

Se sentir incapacitado de parar de ver conteúdo pornográfico. As pessoas com esse tipo de vício até tentam ficar sem acessar esse tipo de material por um tempo, mas não conseguem.

Experimentar durante o dia a necessidade repentina de acessar conteúdo pornográfico. Um exemplo disso é você estar em uma situação rotineira como o trabalho e de repente parar o que está fazendo para assistir a um vídeo pornô, escondido.

Assim como no caso das drogas e bebidas alcoólicas, o vício em pornografia leva a pessoa a negar o problema. Quando pessoas mais próximas tentam aconselhar para o mal que isso pode causar, o afetado tende a ficar irritado e hostil.

O viciado esconde da sua parceira esse hábito, levando uma espécie de segunda vida, fazendo tudo às escondidas e em segredo. O vício pode inclusive prejudicar a vida sexual do casal.

Por fim a pornografia pode levar a conseqüências negativas como separações e até mesmo perda do emprego. O vício leva a pessoa a se isolar e não dar a importância devida a outros aspectos da vida, perdendo horários e compromissos e não dando a devida importância a parceira.

Como tratar?

A dependência por pornografia deve ser antes de tudo constatada e assumida por aquele que está sendo afetado. Além, existem profissionais psicólogos e psiquiatras que são especializados nesse tipo de compulsão e podem indicar o melhor tratamento, com terapias e até mesmo medicação para diminuir a ansiedade.

Para alguns, admitir até mesmo a um profissional especialista esse tipo de dependência pode soar humilhante, porém isso é um erro, o estimulo do prazer sexual é natural do ser humano e não se deve ser motivo de vergonha. A questão é admitir o problema para poder diminuir sua intensidade.

Tem cura?

O vício em pornografia tem cura sim, assim como qualquer outro habito compulsivo, contudo é preciso ter força de vontade para admitir e mudar de comportamento em relação ao acesso desse tipo de conteúdo sexual.

Além da procura de ajuda profissional médica especializada, a pessoa deve começar a buscar prazer em outras coisas que não estejam relacionadas ao sexo. Dessa forma dando menos importância e prioridade a essa prática, tentando encontrar um equilíbrio entre a vida familiar, social, profissional e sexual.

 

 

 

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